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Absolvição de Nuno Castel-Branco e Fernando Mbanze aplaudida em Maputo

  • Ramos Miguel

Carlos Nuno Castel-Branco

Carlos Nuno Castel-Branco

Analistas dizem que democracia moçambicana deu sinais de vitalidade.

A absolvição do economista Nuno Castel-Branco e do jornalista Fernando Mbanze foi saudada em vários quadrantes da sociedade moçambicana como o maior ganho da liberdade de expressão e de imprensa.

A presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos Alice Mabota acompanhou todo o processo de julgamento e após a leitura da sentença disse à VOA que este foi o julgamento do século em Moçambique.

"Estou feliz porque afinal ainda há esperança em Moçambique. Este foi o julgamento do século em Moçambique, porque este foi o julgamento mais justo que eu vi, com uma sentença justamente descrita, uma sentença que vai trazer a esperança para todas as pessoas. Foi um julgamento conduzido por um juiz com os pés assentes no chão, um juiz que não teme", realçou a activista dos direitos humanos.

Entretanto, Fernando Lima, presidente do Conselho de Administração do grupo de comunicação social Savana, proprietário do jornal electrónico Mediafax, cujo editor foi julgado neste processo, afirmou que com esta sentença, a democracia moçambicana deu sinais de vitalidade.

Lima disse que este julgamento vai fazer jurisprudência na história da justiça em Moçambique, "e vai também fazer jurisprudência em termos de liberdade de expressão e de imprensa".

Por seu turno, o advogado Simeão Cuamba revela que sempre acreditou na absolvição dos réus e considerou convincente a sentença lida pelo juiz.

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