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A rádio tem vida longa, dizem decanos

  • Alvaro Ludgero Andrade

Luisa Fançony, Machado da Graça e Fernando Carrilho falam no Dia Mundial da Rádio.

Celebra-se hoje, 13 de Fevereiro, o Dia Mundial da Rádio, instituído pelas Nações Unidas há quatro anos. O mais universal dos meios de comunicação continua a despertar paixões e também debates sobre o seu futuro, frente ao avanço das novas tecnologias de comunicação. Decanos da rádio em Angola, Moçambique e Cabo Verde falam dessa paixão e do futuro da rádio.

A angolana Luisa Fançony, actual Directora Geral da LAC, Luanda Antena Comercial, gostava de ouvir rádio mas nunca pensou em ser profissional do sector. Um dia levou alguns colegas para fazer um teste na rádio na antiga Silva Porto, hoje Bié, quando foi surpreendida pelo director de produção que lhe pediu para fazer o teste. Passou e há mais de quarenta e cinco anos trabalha na rádio, onde diz sentir-se “como peixinho na água”.

Machado da Graça, um dos decanos da radiodifusão em Moçambique, desde cedo sentiu-se atraído pela rádio, tendo começado a colaborar bem cedo. “Desde criança tenho esta ligação com a rádio, colaborei em programas infantis, participei em programas de teatro radiofónico, até entre para a rádio como jornalista, onde estive vários anos”, lembra Machado da Graça.

A rádio tem desempenhado várias funções, mormente em momentos importantes da vida das nações. Em Cabo Verde, foi a rádio que serviu de meio catalisador das vontades para a independência nacional, num país que não conheceu no seu território a guerra colonial.

Fernando Carrilho, um dos grandes nomes da rádio cabo-verdiana, destaca a tomada da Rádio Barlavento, em São Vicente. “Foi a partir de 9 de Dezembro de 1974 que começou a mobilização do povo e a rádio foi um elemento catalisador que terminou na independência nacional”, lembra Carrilho.

A rádio é, principalmente, um espaço de comunicação entre pessoas que não se conhecem, mas com as quais se vai cruzando no dia a dia, como lembra Machado da Graça, antigo jornalista da Rádio Moçambique e hoje colunista em vários jornais.

Com as novas tecnologias de informação, o debate sobre o futuro da rádio continua. Luisa Fançony, Machado da Graça e Fernando Carrilho opinam que a rádio terá vida longa.

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