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Samakuva, candidato - Assunto Pacifico ? Nem por isso - 2004-07-16


O MPLA tem o seu terá os seus problemas em relação à escolha de um candidato às próximas eleições presidenciais. A UNITA nem por isso está melhor. Dependendo da pessoa a quem se pedir uma opinião, a escolha do candidato da UNITA às próximas eleições presidenciais pode ser tão disputada quanto foi a eleição do substituto de Jonas Savimbi, ou tão pacífica quanto foi, por exemplo, a decisão de Eugénio Manuvakola de não concorrer .

É que embora o congresso tivesse terminado com Isaias Samakuva vencedor, o processo que resultou na sua escolha provocou o primeiro realinhamento do periodo pós-Savimbi. Gato, Numa, e Dachala de um lado, Abel Chivukuvuku e Samakuva próximos um do outro. Com isso ficou o crescimento das “correntes de opinião” adormeceu, mas a verdade é que a escolha de Samakuva, a urgência da reunificação do Galo Negro, demonstrada no casamento entre os do interior com da renovada , da missão externa, e os de Luanda, não esbateram as tendências , e nalguns casos não eliminaram os apetites para ajustes de contas.

Neste contexto, a hipótese de se levar a debate a questão da escolha de um candidato às presidenciais, aos olhos de uns, não só parece razoável, como legítima. Porém para Adalberto Costa Júnior, secretário da UNITA para a Informação, a questão nem se coloca. De resto foi com muita surpresa que Adalberto Costa Júnior reagiu quando a Voz da América lhe colocou esta questão.

“No que diz respeito à UNITA ,quando levamos ao congresso um candidato à liderança do partido, fizê-mo-lo também na dupla condição de candidato às eleições presidenciais.”

Se este argumento não demover potenciais candidatos, Adalberto Costa Júnior entende que uma candidatura que não a de Isaias Samakuva teria que mexer com muita coisa.

“Só a revisão dos estatutos poderia alterar este principio“.

Para que não restem dúvidas Adalberto Costa Júnior acrescenta. “ Qualquer cidadão em Angola pode concorrer à presidência da República. É um direito constitucional que nenhum partido deve limitar. Agora, cada partido, cada instituição tem regras próprias, e o candidato à liderança da UNITA no congresso, estava ali também numa lógica mais ampla, que era de ser o candidato do partido à presidência da República. E como lhe disse de maneira muito tranquila, a UNITA tem o seu candidato defendido”.

À propósito de definições , a UNITA reúne no próximo mês de Agosto a sua Comissão Política, que segundo ADC deverá aprovar a calendarização da agenda do partido para os próximos 6 meses. Irão também à discussão, a avaliação das decisões da última reunião, e a situação do país. ADC tem também como inadiável, a discussão pela direcção do seu partido, dos actos de intimidação que militantes vêm reportando.

A questão da tesouraria da UNITA, descrita por alguns militantes como sendo cinzenta, é para ADC, preocupante na medida, em que a UNITA está a fazer um esforço para a sua reimplantação em todo o país, para além de que “por falta de resposta do Governo central, militantes, e às vezes mesmo as populações de determinada área procuram no partido ,as soluções para os seus problemas. Não há budget partidário que chegue para isso.

Em todo o caso, a análise da nossa tesouraria, não é um ponto extraordinário. É um ponto obrigatório”.

A UNITA toma também como obrigatória à obtenção de um entendimento com o Governo sobre o seu património. Este assunto foi à discussão na última quarta-feira durante consultas entre o Governo e a UNITA ao abrigo do mecanismo bilateral de consultas e de consertação política. Adalberto Costa Júnior. “Temos um largo património comprado que foi ocupado, e que não nos foi devolvido. Trata-se de uma justa devolução, e não de uma benesse do Governo”.

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