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Agenda Africana: Jean Ping aborda a situação no Madagáscar, Somália e Sudão


Agenda Africana: Jean Ping aborda a situação no Madagáscar, Somália e Sudão

Agenda Africana: Jean Ping aborda a situação no Madagáscar, Somália e Sudão

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O presidente da Comissão Africana queixou-se do facto das sanções da União Africana contra os actuais dirigentes do Madagáscar, estarem a ser desencorajados por países membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Jean Ping falava na semana passava em Adis-Abeba, durante uma conferência sobre a conflitualidade africana, em que evocou igualmente a situação na Somália e no Sudão.

O mais alto diplomata africano disse que as sanções dirigidas contra os líderes do actual governo de facto no Madagáscar, e liderado pelo presidente Andry Rajoelina estão em vigor mas admitiu que o processo não tem sido como previsto. Ping deu as Forças Armadas o prazo de até ao final deste mês, encontrarem formas aceitáveis de por fim a treze meses de crise politica, isso enquanto se procura pressionar igualmente através de sanções.

A União Africana decretou no dia 17 de Março uma sanção impondo a interdição de viagem e o congelamento dos bens do presidente Rajoelina e de cento e oito outros altos dirigentes malgaches, em consequência da recusa de adopção de previstos acordos de partilha de poder. Todos os Estados membros da União Africana, devem aplica-lo. Contudo o presidente da Comissão diz que a força das sanções está a ser minada por falta de apoio do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Pensamos que essas sanções seriam muito mais eficazes, se elas fossem endossadas pelo grupo internacional de contacto que compreende principalmente os cinco membros do conselho de segurança. Mas não temos nenhum meio que obrigue a qualquer um desses Estados a por em pratica essas sanções, senão apenas em apoiando moralmente. Estamos de mãos atadas. Os países Ocidentais que nos diz que ser preciso a democracia, isso… e aquele outro, …estado de direito e etc, devem estar em conformidade com os seus princípios. O que nem sempre é o caso. E nós não podemos fazer nada."

Jean Ping que referiu igualmente a situação na Somália disse estar encorajado pelos desenvolvimentos dos últimos meses naquele país, com a assinatura do acordo entre o governo de transição e um grupo moderado islâmico. Diz ainda o presidente da Comissão Africana que esta aliança começou a obter progressos na luta contra a rebelião radical al-Shabab.

"O acordo obtido aqui em Adis-Abeba foi importante, pela razão que vocês conhecem. Existem controlos e eles são sérios, e pode-se observar os resultados no terreno. O impacto pode ser visto actualmente através da al-Shabab. Trata-se de um processo longo, mas seja como for, ele tem sido rápido e está no bom caminho."

Jean Ping expressou igualmente satisfação com as eleições no Sudão, considerando o boicote de alguns partidos importantes como parte do jogo eleitoral. Diz ainda que apesar de todas as falhas o processo parecia estar bem encaminhado em relação expectativa que dele se tinha.

"O Sudão é o maior país do continente e nunca organizou eleições democráticas há quase 25 anos. Portanto o que deve ser dito é que muitos problemas se levantaram, muitos… e similares aos que observamos no continente. Mas é preciso dizer que não houve há violência durante a eleição. Isso é um facto, porque toda gente pensou até que pudesse haver. Portanto não há violência, e isso é relevante se comparado com o medo que existia. É uma boa notícia."

O presidente da Comissão Africana congratulou-se com a decisão das autoridades sudanesas em extender a votação por mais dois dias, e notou igualmente que a presença de observadores internacionais como foi o caso do antigo presidente norte-americano Jimmy Carter foi um bom reflexo.

Ainda e durante o dia das eleições, Carter terá dito a jornalistas que era ainda cedo para avaliar a performance da votação, tendo anuído entretanto, que apesar de problemas administrativos, ele pessoalmente não está a corrente de ter havido provas de fraude.


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