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Os Cipriotas Turcos Vão às Urnas


Os Cipriotas Turcos Vão às Urnas

Os Cipriotas Turcos Vão às Urnas

No próximo fim-de-semana os cipriotas turcos vão às urnas para eleger um novo líder.

O sufrágio ocorre numa altura crítica, com iniciativas da ONU para reunificar a ilha.

O actual dirigente cipriota turco, que enfrenta um adversário forte, já alertou para o caso de vir a ser derrotado as conversações poderem fracassar, potencialmente más noticias igualmente para o acesso da Turquia à União Europeia.

Os eleitores da metade da ilha, conhecida por Republica Turca do Norte de Chipre, vão às urnas na altura em que o seu líder Mehmet Ali Talat alertou para a eventualidade de uma derrota poder fazer parar as conversações de reunificação patrocinadas pela ONU.

Para já as sondagens apresentam o dirigente de direita Dervis Eroglu preparar-se para a vitória. Um fervoroso crente da independência do resto de Chipre, Eroglu tem feito campanha acusando Talat de ter fracassado nas conversações com os cipriotas gregos destinadas a resolver a disputa territorial.

Richard Howitt, o porta-voz na Turquia da comissão da União Europeia, refere que as conversações para a reunificação não são apenas importantes para Chipre bem como para as aspirações Turcas de aderir à União Europeia.

´As aspirações para a reconciliação na ilha de Chipre estão neste momento a nível dos dirigentes partidários dos dois lados. A suspensão de progressos nas conversações de Chipre não sugere que a União Europeia venham a interromper o diálogo com a Turquia.´

Este pequeno enclave da Republica Turca do Norte de Chipre não é reconhecida pelas Nações Unidas e relutantemente reconhecida pela Turquia. Resulta da sangrenta divisão de Chipre em 1974, quando a Turquia invadiu a parte norte da ilha, em resposta a um golpe militar apoiado pelo governo grego.

Hoje em dia a parte grega, que controla dois terços da ilha, deseja a reunificação, mas Eroglu apoia uma confederação de dois estados, o que pode ter um impacto negativo no pedido da Turquia para aderir à União Europeia.

A Turquia inicio a conversações de adesão em 2005, mas Chipre tem utilizado repetidamente a sua posição na União Europeia para bloquear os dossiers, ou as áreas para negociação a fim de assegurar que sejam aplicados os princípios da União Europeia, como táctica de pressão sobre Ancara.

Outro ponto controverso reside na pressão da Uniao Europeia para abrir os seus portos e aeroportos ao tráfego cipriota grego, o que não aconteceu até este momento.

O processo negocial segundo o colunista político Murat Yetkin encontra-se totalmente parado.

Suat Kiniklioglu, porta-voz da comissão das relações exteriores do parlamento turco, manifestou esperança na nova liderança da Grécia.

´Desejamos uma resolução do problema de Chipre pois para nos integrarmos na União Europeia, Chipre constitui um problema. Agora existe um novo governo na Grécia que compreende muito bem a situação.´

Os observadores consideram que a actuais conversações de reunificação são vistas não apenas como a melhor forma para a reunificação como ainda para as aspirações da Turquia e quem venha a vencer o sufrágio do fim-de-semana sabe da existência de poderosas forças no sentido da continuidade das negociações.

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