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CPLP Rejeita Envio de Força Militar para a Guiné-Bissau


CPLP Rejeita Envio de Força Militar para a Guiné-Bissau

CPLP Rejeita Envio de Força Militar para a Guiné-Bissau

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O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Domingos Simões Pereira disse hoje estar "muito preocupada" com a segurança do primeiro ministro e do presidente da República da Guiné-Bissau.
Simões Pereira rejeitou contudo a possibilidade do envio de uma força militar para o país.
Domingos Simões Pereira falava à imprensa à saída de um encontro com o primeiro ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, no quadro da presença no país de uma missão avançada CPLP.
O dirigente da CPLP disse que a organização vai enviar uma “uma missão política e não só que virá colocar-se à disposição das autoridades para realmente tentar enfrentar todos os assuntos que estamos a identificar como pertinentes”.
“A questão da segurança foi debatida. Há necessidade de se encontrar algum mecanismo que possa assegurar que as instâncias mantêm a capacidade do seu exercício em plenitude das suas competências, mas um força de interposição como tal nunca foi discutida, nunca foi equacionada”, afirmou o secretário-executivo da CPLP.
Simões Pereira disse que a questão do envio de uma força já tinha sido discutid ano passado mas que a CPLP é de opinião que “é preciso facilitar o diálogo mesmo junto da classe castrense”.
Isso contudo “passa pela existência de alguém que tenha competência para o fazer”.
Outra questão que tem sido discutida entre a missão avançada da CPLP e as autoridades guineenses é o futuro do chefe de Estado-Maior.
A Guiné-Bissau voltou a passar por momentos de instabilidade, quando militares liderados pelo antigo chefe da Armada almirante José Américo Bubo Na Tchuto e pelo número dois do Estado Maior General das Forças Armadas, que se auto-proclamou chefe do EMGFA, major general António Indjai, detiveram o primeiro ministro, Carlos Gomes Júnior, e o CEMGFA, almirante Zamora Induta.
Entretanto, o primeiro ministro foi libertado, mas Zamora Induta continua detido.
Delegações das Nações Unidas, da União Africana (UA) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deveriam também chegar hoje a Bissau para conversações com representantes de órgãos de soberania.



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