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Guiné-Bissau: Líder de Revoltosos Pede Desculpas


Guiné-Bissau: Líder de Revoltosos Pede Desculpas

Guiné-Bissau: Líder de Revoltosos Pede Desculpas

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Na Guiné-bissau a situação parece estar a regressar à normalidade depois do líder da intervenção militar ter pedido desculpas públicas ao primeiro-ministro.
O chefe do governo indicou que se manterá no cargo mas desconhece-se o que se vai passar com o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Zamora Induta que foi preso pelos revoltosos.
Numa conferencia de imprensa em Bissau o líder dos revoltosos, Antoónio Indjai disse que “queria pedir desculpa” por ter ameaçado de morte do primeiro ministro .
“por isso peço desculpa à sociedade civil e ao povo da Guiné-Bissau”, declarou António Indjai, numa conferência de imprensa no quartel general na Fortaleza d’Amura, em Bissau.
A Guiné-Bissau passou na quinta feira por momentos de instabilidade, quando militares liderados pelo antigo chefe da Armada almirante José Américo Bubo Na Tchuto, e pelo número dois do Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA), o major general António Indjai, que se auto-proclamou chefe do EMGFA, detiveram o primeiro ministro, Carlos Gomes Júnior, e o CEMGFA, o almirante Zamora Induta.
Carlos Gomes Júnior, que o major general António ameaçou de morte, foi depois libertado e alvo de um pedido de desculpas.
No final de uma reunião com o presidente da República, Malam Bacai Sanhá, o primeiro ministro assegurou que vai continuar no cargo.
"Vou continuar como primeiro ministro. Vou continuar o mandato. Fui eleito pelo povo", afirmou Carlos Gomes Júnior.
Sobre os incidentes registados quinta feira, o primeiro ministro disse que a situação "vai ser ultrapassada".
Por sua vez, o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, Zamora Induta, continua detido e António Indjai, instado a pronunciar-se sobre a situação daquele oficial, afirmou que “não lhe fizeram nada de mal”.
“Zamora está detido, juntamente com o coronel Samba Djaló, mas não lhe fizeram mal nenhum, não o beliscaram sequer. Terá de ir responder na Justiça pelos males que fez”, sublinhou.
António Indjai desmentiu ainda que tenha havido mais detenções de militares ou civis, contrariando as notícias postas a circular em Bissau que indicavam terem sido detidos mais de 40 militares.
Quando questionado sobre se é ele agora o chefe do Estado-Maior, António Indjai disse que não, mas que as Forças Armadas vão aguardar pela indicação “pelos políticos” de um novo responsável, deixando entender que Zamora Induta não voltará para esse posto.
Em nota lida pelo major Dabana Walna, chefe do gabinete de Zamora Induta, foi apresentado um conjunto de acusações contra o chefe do Estado-Maior, nomeadamente alegadas tentativas de assassínios de oficiais militares, divisão e uso indevido de armas.
Entretanto O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, Domingos Simões Pereira, classificou como uma "perturbação séria à ordem constitucional" a intervenção militar de quinta feira na Guiné Bissau e recusou a ideia de que tudo esteja já normalizado.
O guineense Domingos Simões Pereira vai chefiar uma delegação da CPLP, que tem como objectivo avaliar a situação no terreno e colocar-se "à disposição das autoridades guineenses".
O secretário executivo da CPLP recordou o adiamento de uma reunião do Fundo Monetário Internacional - que tinha como objectivo discutir um plano de financiamento para a Guiné Bissau, devido aos acontecimentos de quinta feira.
Simões Pereira adiantou ainda que, no âmbito da CPLP, foram também suspensos outros dois "importantes" encontros: um sobre segurança alimentar e outro que juntaria os presidentes do Supremo Tribunal de Justiça.
"É importante que todos tenham a percepção da implicação destas coisas. Não pode acontecer o que aconteceu ontem e, no minuto seguinte, dizermos que está ultrapassado e que acabou", sublinhou.

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