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Preocupação Sobre as Próximas Eleições no Sudão


Preocupação Sobre as Próximas Eleições no Sudão

Preocupação Sobre as Próximas Eleições no Sudão

Um grupo internacional manifesta preocupação sobre as próximas eleições nacionais no Sudão virem a ser viciadas pelo presidente sudanês Omar el-Bashir.

O grupo afirma recear que quem sair vencedor no próximo sufrágio poderá ser considerado ilegítimo.

O grupo baseado em Bruxelas denominado de Grupo de Crise Internacional acusa o governo de Cartoum de utilizar dados de recenseamento viciados para redigir legislação eleitoral e definir distritos eleitorais favoráveis ao partido do Congresso Nacional no poder.

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As alegações estão contidas num relatório do grupo divulgado esta semana, e sublinha que em Darfur o partido no poder foi ao ponto de contar os seus apoiantes no censo de 2008, embora tenha feito poucos esforços para incluir o cerca de dois milhões e seiscentas mil pessoas, que foram deslocadas internamente pelo conflito que ali se verifica.

As pessoas da região, deslocadas internamente, tem indicado que não conseguiram ou não quiseram registar-se para o próximo sufrágio.

A votação no Darfur é considerada critica no próximo sufrágio. A região detem quase vinte por cento da população do Sudão tendo 86 dos 450 lugares na assembleia nacional.

Grupos rebeldes da região ocidental, protestam contra a negligência política e económica, tendo combatido desde 2003 o governo sudanês, enquanto o presidente Bashir foi acusado pelo Tribunal Internacional pelo seu papel no conflito.

O conselheiro especial do Grupo de Crise Internacional, Fouad Hikmat, considera que o processo eleitoral viciado ameaça as perspectivas para qualquer paz na região.

`Infelizmente as circunstancias não constituem uma forma de conduzir Darfur ao processo de paz. Continua sob regime de emergência. A situação é extremamente perigosa em Darfur e se as eleições forem avante, dadas as circunstancias não vão levar a um governo legítimo que seja aceite pela maioria da população.`

Organizações internacionais têm apelado ao Sudão para adiar os sufrágios face a estes e outros problemas. A Human Rights Watch indicou que os partidos da oposição tem acesso limitado aos média, tornando difícil fazer campanha.

Existe igualmente preocupação que o Sudão não tenha a estrutura básica necessária para realizar um sufrágio correcto.

Para além da insegurança em Darfur, a infra-estrutura no sul constitui um enorme desafio. O sul do Sudão possui poucas estradas e verbas limitadas, tornando a entrega dos boletins de voto extremamente difícil numa região empobrecida.
O Centro Carter que foi autorizado a observar o processo tem sugerido que o Sudão adie o sufrágio para assegurar que possa ser administrado correctamente pela Comissão Eleitoral.

O governo considera não existir razão para o adiamento pois os preparativos foram concluídos.

A votação está marcada para decorrer de 11 a 13 de Abril próximo.

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