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Julgamento de Activistas Zimbabueanos Adiado


No Zimbabué o julgamento de quatro apoiantes do Movimento para a Mudança Democrática (MDM) foi adiado depois dos seus advogados terem pedido ao Supremo Tribunal para se decidir se é legal a sua detenção e alegada tortura em campos secretos.

Os quatro activista do MDM, Fidelis Chiramba, Concilia Chinanzavana, Violet Mupfuranhewe e Colen Mutema awu foram detidos por agentes do governo o ano passado. São acusados de recrutar jovens do movimento para receberem treino militar no Botsuana para – diz a acusação – cometerem actos de rebelião, banditismo, sabotagem ou terrorismo" no Zimbabué.

Mas o seu advogado, Charles Kwaramba disse à Voz da América que devido ao facto das prisões terem sido ilegais são portanto equivalentes a rapto. Os detidos foram também alegadamente torturados, disse o advogado, pelo que a defesa quer que o supremo tribunal ouça em primeiro lugar o caso sobre estes abusos.

"Nós queremos que o Supremo Tribunal decida se legalmente (eles) podem ser levados a julgamento. Se o Supremo Tribunal decidir pela negativa então é o fim da questão. Mas o Supremo Tribunal pode decidir que as pessoas foram torturados, que os seus direitos foram violados mas isso não significa que não cometeram um crime. Nesse caso terão que ser julgados".

Kwaramba disse que a procuradoria tinha pedido o adiamento para poder estudar o pedido da defesa e responder.

O governo do Botsuana e os quatro activistas negam as alegações. As prisões e o julgamento dos activistas têm estado a provocar tensões dentro do governo de unidade chefiado pelo líder da oposição Morgan Tsvangirai.

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