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Milhares de pessoas fugiram para o Ghana e Benim


Milhares de pessoas fugiram para o Ghana e Benim

Milhares de pessoas fugiram para o Ghana e Benim

Milhares de pessoas fugiram para os vizinhos Ghana e Benim no rescaldo dos violentos distúrbios políticos no principio do ano, tendo milhares doutras abandonado as suas casas para lugares mais seguros, no Togo.

O porta voz de o Programa Alimentar Mundial, Simon Plues, disse que estas pessoas estão destituídas e que abandoná-las à sua sorte poderá apenas aumentar o seu sofrimento:

’...se a ajuda for abruptamente interrompida, poderá provocar intenso mal-estar nos acampamentos, aprofundando a animosidade entre os refugiados e as comunidades locais que os acolhem, comunidades essas que poderão recorrer a extremas medidas de desespero, forçando os refugiados a regressarem às suas terras onde não têm mais nada...se os refugiados regressarem ao Togo, onde não existem ainda infra-estruturas de segurança, seria muito perigoso...’

O Togo mergulhou numa crise política em Fevereiro ultimo na sequência da morte do presidente togolês de longa data, Gnassingbe Eyadema, tendo o seu filho, Faure Gnassingbe sido confirmado na presidência depois de eleições controversas em Abril passado, acreditando-se que tenham morrido pelo menos 400 pessoas na luta faccional que se seguiu.

Simon Plues disse que havia demasiadas crises à escala global,o que torna difícil ao Programa Alimentar Mundial a angariação de fundos necessários para as suas operações no Togo:

’...temos apoiado 10 mil refugiados em dois acampamentos no Ghana e cerca de oito mil outros em outros acampamentos no Ghana. Mas restam ainda dezenas de milhar doutras pessoas oriundas do Togo, que vivem nas comunidades locais que as acolhem, no Benim e no Ghana. São comunidades que enfrentam carências, por se verem de repente na necessidade de alimentar vinte pessoas em vez de 10, por exemplo....’

Simon Plues disse que o Programa Alimentar Mundial desejaria dar apoio todas estas pessoas, mas não pode fazê-lo por falta de meios financeiros. Disse que o Programa Alimentar recorreu aos seus fundos de emergência a fim de alimentar os refugiados togoleses, o que disse ser apenas uma medida provisória e que os doadores devem agora dar maior assistência às vitimas togolesas, não havendo mais fundos para os ajudar até o fim do ano.

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