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Angola Fala Só - Francisco Falua: "Ser patriota é duvidar, criticar e contribuir"


Francisco Falua

Francisco Falua

Ser patriota é duvidar, é criticar e contribuir para a preservação dos grandes ganhos do país, disse o Secretário Nacional da UNITA pra a Mobilização Geral, Francisco Falua.

Falua falava no programa “Angola Fala Só” em que frisou a necessidade de se garantir eleições livres em 2017 e em que também defendeu a necessidade da tolerância e do respeito pelos direitos garantidos na constituição.

“Ser patriota é reconhecer os feitos de outros patriotas”, disse Falua que acusou o partido governamental de não admitir que “patriotas reconheçam o que está mal”.

Este dirigente da UNITA disse que no passado foi este tipo de intolerância que levou á guerra acusando as autoridades de seguirem uma política de “exclusão e repressão” e avisou que a contínua repressão de manifestações poderá resultar em “manifestações violentas”.

Interrogado sobre a actual situação da UNITA, o Secretário para a Mobilização deste partido afirmou que o seu partido “está em crescimento generalizado” particularmente na capital e “nas províncias do centro e sul”.

“A UNITA está a trabalhar arduamente para vencer as eleições de 2017”, disse Falua que frisou no próximo congresso da UNITA no final este ano haverá pela primeira vez a participação da sociedade civil fornecendo as suas ideias para “o desenvolvimento da UNITA e do país”.

O responsável pela mobiliação deste partido disse não poder afirmar se Isaías Samakuva continuará ou não na presidência do partido pois as candidaturas só serão conhecidas em Novembro. Até agora houve apenas uma anunciada candidatura, a de Abílio Kamalata Numa.

Em resposta a uma pergunta, Francisco Falua disse que os estatutos da UNITA não permitem que haja um candidato á presidência do país, diferente do presidente do partido.

O presidente do partido será assim o candidato da UNITA à presidência caso os actuais estatutos se mantenham, disse.

Falua manifestou preocupação pelo “esvaziar das competências da Comissão Nacional de Eleições a favor do executivo” mas manifestou optimismo que em 2017 “o povo estará ali para minimizar qualquer fraude”

Interrogado sobre as prisões de 15 activistas e a repressão de uma manifestação de protesto na Quarta- feira, Falua recordou que o direito à manifestação e reunião estão garantidos pela constituição, e que “a polícia deveria ser o garante o direitos propalados pela constituição”.

O dirigente da UNITA disse que uma manifestação de apoiantes do MPLA não tinha sido impedida pelas autoridades.

“Não sabemos quem é o garante da lei”, afirmou.

“Neste país parece haver uma única força autorizada a manifestar-se onde, como e como bem quer”, acrescentou.

Um ouvinte quis saber porque a UNITA e a oposição em geral não iniciam processos em tribunal contra o Presidente Eduardo dos Santos por violação da constituição, ao que Francisco Falua respondeu que a UNITA tem processos contra o governo que “estão adormecidos” nos tribunais.

Por outro lado os tribunais já tinham afirmando não ter competência para julgar o presidente.

“Não há separação dos poderes em Angola”, disse Falua

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