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Angolano duvida se existem direitos humanos no país

  • Danielle Stescki

Espaço do Ouvinte

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"Com a Angola de hoje não dá para esperar muito do amanhã", diz Alcides Satuama

Alcides Satuama, de 29 anos, é estudante universitário e vai concluir o curso de Ciências Farmacêuticas em 2016. Trabalha como assistente de direcção em uma empresa que presta serviços para o Ministério da Saúde. Também é dirigente na Juventude Patriótica de Angola, braço juvenil da CASA-CE.

Satuama explica que os angolanos enfrentam muitas dificuldades, como a falta de acesso a uma educação gratuita de qualidade, bem como a falta de luz e água.

Segundo Satuama, em Angola há um regime ditatorial que impossibilita o processo de enquadramento em várias áreas, quando se trata de alguém ligado a uma organização que tenha uma cor diferente, ou seja do partido que não está no poder.

Ele também fez um comentário sobre as manifestações que ocorreram fora de Luanda, mas que ao seu ver, praticamente não causaram impacto algum. E acrescentou: “O Estado angolano ainda continua a reprimir os manifestantes”.

Satuama lembra o Artigo 47 da Constituição da República de Angola, que trata da liberdade de reunião e de manifestação, nos seguintes termos:

1. É garantida a todos os cidadãos a liberdade de reunião e de manifestação pacífica e sem armas, sem necessidade de qualquer autorização e nos termos da lei.

2. As reuniões e manifestações em lugares públicos carecem de prévia comunicação à autoridade competente, nos termos e para os efeitos estabelecidos por lei.

Satuama lamenta que as pessoas que escreveram esse Artigo tenham-se esquecido dele. “Tem que se pedir autorização para fazer uma manifestação e nos dias que a manifestação ocorre somos reprimidos e espancados”, desabafa.

Satuama duvida que existam realmente direitos humanos em Angola. “Se há não vejo; é uma mera miragem. Uma mentira autêntica”.

Mesmo assim, Satuama espera mudanças em Angola, como uma reforma na educação. “Com a Angola de hoje não dá para esperar muito do amanhã”, lamenta.

Para que tenhamos um futuro melhor, é preciso que haja uma reformulação profunda e que os políticos respeitem as instituições.

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