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Continua braço de ferro entre professores e governo da Huíla

  • Teodoro Albano

João Francisco, Presidente do Sindicato dos Professores na provincia da Huíla, Angola

João Francisco, Presidente do Sindicato dos Professores na provincia da Huíla, Angola

Persiste o braço de ferro entre professores e o governo da província da Huíla relativo ao caderno reivindicativo apresentado pelos primeiros e que já esteve na base de duas manifestações de rua na cidade do Lubango.



Insatisfeito por alguns pontos contidos na resposta do executivo, o sindicato de professores na região, chamou esta terça-feira a imprensa para manifestar discordância aos argumentos evocados pelo sector que tutela educação na província.

Sobre o não pagamento de vários subsídios o governo assegura apenas os de risco e de dedicação exclusiva a par do que acontece noutras províncias. O executivo sustenta haver melhorias consideráveis nas condições de trabalho com o aumento de 1.693 escolas para 1.817 nos últimos quatro anos.

Sobre a monodocência aplicada no quadro da lei de base do sistema de educação em Angola, muito criticada entre os professores, o governo responde dizendo que sempre existiu até a 4ª classe e que a novidade está no alargamento as 5ªs e 6ªs classes. Os constrangimentos merecerão tratamento devido a seu tempo, pode-se ler.

Para o secretário provincial do SINPROF, na Huíla, João Francisco, a monodocência, consequência da reforma educativa, conheceu erros na sua concepção.

“ Na altura de fazer o ante projecto sobre a reforma educativa o professor não foi tido nem achado, ” disse

A actualização da carreira docente fortemente exigida pelos professores, segundo o governo, abrange apenas os agentes de ensino que ostentam categorias anteriores ao actual estatuto. Qualquer ajustamento por via de promoção, pode criar buraco nas contas do estado, refere a resposta do executivo, opinião diferente tem o SINPROF que vai insistir numa proposta concreta.

João Francisco entende que o actual modelo de promoção da azo a corrupção;
“ O governo central por exemplo disponibilizou 5 vagas para os licenciados nos diversos escalões, agora a nível da nossa província nós temos mais que 5 licenciados o que implica, primeiro: abre-se uma porta para a corrupção porque quem vai entrar? Se calhar Aquele que está mais próximo do chefe do outro lado a corrupção vai surgir no sentido de que cada um vai precisar de ascender ao escalão de acordo com a sua categoria ou o tempo de serviço.” disse

Algumas questões o governo local remete as autoridades centrais. Para 20 de Abril está agendada mais uma assembleia provincial de professores de onde se esperam novas formas de reivindicação dos docentes.

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