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Justiça social ainda não foi alcançada - Cléricos na Huíla

  • Teodoro Albano

Alguns consideram que houve retrocesso nas liberdades individuais e no debate.

Na Huíla membros da Igreja consideraram que o calar das armas em 2002 deu lugar a recuperação e construção de infra-estruturas sociais destruídas durante o conflito.
Mas ao mesmo avisaram que a justiça social está ainda longe de ser alcançada.

O reverendo evangélico José Evaristo disse que a expansão do evangelho a zonas ontem tidas como de difícil acesso deve ser também atribuída aos ganhos da paz, mas avisou no entanto ser ainda longo o caminho a percorrer para a manutenção da paz.

Segundo o sacerdote evangélico, o calar das armas traduziu-se no fundamento para a paz que precisa de ser consolidada com a promoção da justiça social.

“ Precisamos de instalar a paz social, precisamos de instalar justiça na nação, paz social em todos os outros sentidos. O conceito de paz quer dizer tranquilidade no sentido absoluto. Toca o aspecto físico, emocional e o espiritual, então todos os aspectos estão envolvidos. O calar das armas foi um pressuposto essencial para podermos trabalhar na justiça social, num contexto de guerra é impossível instalar a justiça,” disse ele



Já o padre Jonas Simão entende que Angola celebra 11 anos de paz com grandes recuos no processo de democratização do país.

O prelado vai mais longe e manifestar-se desiludido com aquilo que considera terem sido conquistas na primeira república e que agora se perdem pela falta de qualidade na democracia.

“ A qualidade da democracia, o dinamismo que já estávamos a alcançar me parece que estamos a afrouxar um pouco mesmo na questão das liberdades individuais,” disse acrescentando haver “uma ausência de um debate sério, forte envolvente”.
“Não se pode fazer um debate com as pessoas do mesmo partido, é um debate mas fica muito limitado,” acrescentou.

Já o vigário da Sé Catedral do Lubango, Jonas Pacheco Simão defendeu a transmissão dos debates parlamentares pela televisão como meio de aprofundar a democracia.

“ A não transmissão das sessões no parlamento eu creio que é uma falha grande e que não podemos continuar a dizer que não há dinheiro ou que vai aparecer uma televisão parlamento, até quando?,” interrogou


! Eu acho que há necessidade de o povo escutar ouvir em primeira mão as opiniões dos homens que eles elegeram dos nossos delegados no parlamento” acrescentou.
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