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Primeiro destruíram-lhes as casas e agora vão para a prisão

  • Coque Mukuta

Helson Hossi pai of José Mambuco Kuenha e irmãoPaulo Abreu com os "custos" judiciais.

Helson Hossi pai of José Mambuco Kuenha e irmãoPaulo Abreu com os "custos" judiciais.

Habitantes do Cacuaco submetidos a julgamento por habitação ilegal

Dezenas de pessoas que viram as suas casas destruídas pelas autoridades nos arredores de Luanda fazem face agora a penas de prisão por terem habitação ilegal na zona.



Familiares de presos disseram à Voz da América que os julgamentos se têm processado de modo sumário, sendo os réus condenados a prisão e ao pagamento de multas.

Conforme a Voz da América noticiou dezenas de habitações foram recentemente destruídas pelas autoridades no Cacuaco numa operação envolvendo forte dispositivo policial.

Segundo os moradores do bairro Mayombe mais de cinco dezenas de cidadãos encontram-se detidos em diversas cadeias de Luanda e Caxito acusados de ocupação ilegal terras.

Helson Hossi pai de José Mambuco Kuenha um dos réus disse à nossa reportagem que os julgamentos são dirigidos pelo juiz Manuel Paixão Ferreira e que nesses julgamentos o juíz se limita a perguntar onde o réu vivia.

Com a resposta confirmando o Cacuaco o réu é imediatamente condenado a prisão e/ou multa.

Ordem do tribunal

Ordem do tribunal

Paulo Abreu parente do réu Agostinho Massessi denunciou que o tribunal havia cobrado um taxa para 74.000 kwanzas como custos judiciais para as solturas dos seus familiares mas mesmo assim continuam presos.

A Administradora Municipal do Cacuaco, Rosa Janota dos Santos, tinha anteriormente afirmado à Voz da America que as demolições em curso não são um plano municipal mas sim nacional acrescentando que já se está a trabalhar no reassentamento dos desalojados.

As demolições, disse ela, visam a colocação de uma vista turística naquela zona
Mais de trezentas famílias continuam ao relento nos bairros Mayombe, Baixa de Cassange, Sequele 1 e 2.

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