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Jovens ameaçam manifestações em Luanda

  • Manuel José

Kamulingue e Cassule

Kamulingue e Cassule

Autoridades continuam a não esclarecer desparecimetno de dois activistas

Sem que haja qualquer resposta das autoridades sobre o desaparecimento de dois activistas, jovens prometem sair ás ruas de Luanda em novas manifestações.




Com efeito passa já quase um ano desde o desaparecimento dos quando participavam na organização de uma manifestação.

Trata se de Alves Kamulingue e Isaías Kassule que desapareceram em Maio do ano passado, aparentemente raptados.

Agora os jovens que no passado organizaram manifestações anti governamentais querem que o governo de uma resposta ao caso.

O maior partido da oposição, UNITA, promete levantar a questão no parlamento.
O Movimento de Jovens Revolucionários apresentou ao executivo uma carta com um ultimato, para que se esclareça o caso Kamulingue e Cassule.

“Demos um prazo de 15 dias ao executivo,” disse Adolfo Campos.

“Na carta nós só pedimos que eles apresentem Cassule e Kamulingue vivos ou mortos, nós queremos saber onde eles estão,” disse.

Campos disse ainda que se os dois activistas foram mortos as autoridades devem dizer onde foram enterrados “para que se possa fazer um enterro condigno”.

“Se não houver até ao dia 20 de Fevereiro uma resposta do executivo, não restará outra saída aos jovens se não partir para uma manifestação popular, acrescentou.
Adolfo Campos considera que em Angola apenas uma pessoa goza de garantias de segurança

“Neste país nenhum cidadão está seguro, a única pessoa que está segura talvez seja o próprio José Eduardo dos Santos, acrescentou.

O jovem criticou também a actuação da oposição neste caso afirmando que os partidos da oposição não têm qualquer influência por que estão “amarrados” ao sistema.

O líder do grupo parlamentar Raul Danda garante que o assunto Cassule e Kamulingue nao foi esquecido.

“É preciso trazer isto a debate, e nós vamos trazer isso a debate, em nome não só do grupo parlamentar mas em nome do nosso partido e em nome do povo angolano,” disse o parlamentar da UNITA.

“Queremos de facto que os órgãos de justiça se são de facto de justiça esclarecam a questao Cassule e Kamulingue, acrescentou.

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