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Decisão de suspender a IURD é inconstitucional, diz analista angolano

  • Manuel José

Igreja da IURD na Huíla, Angola (Foto IURD)

Igreja da IURD na Huíla, Angola (Foto IURD)

Outros acusam a polícia de ser responsável pelo incidente do fim do ano que vitimou 16 pessoas.

Analistas reagiram negativamente à decisão do governo angolano de suspender por 60 dias todas as actividades da igreja Universal do Reino de Deus, IURD.

Durante o fim de semana o governo angolano anunciou que tinha decidido suspender por 60 dias as actividades da IURD.

Várias outras igrejas do mesmo carácter foram interditadas.

A decisão é o resultado de uma investigação feita por uma comissão de inquérito nomeada pelo presidente para averiguar as causas ao incidente de 31 e Dezembro no estádio da Cidadela Desportiva em que morreram 16 pessoas.

A comissão disse que procurador deve agora aprofundar as investigações para consequente responsabilização criminal.

A comissão de inquérito responsabilizou a IURD por ter permitido a super lotação do estádio e de não ter informado as autoridades das suas previsões que foram mesmo assim abaixo do que veio a registar-se.

O cientista político Nelson Pestana Bonavena foi o primeiro a reprovar a decisão do presidente da república.

«Não concordo com a suspensão e perseguição religiosa,” disse.

Bonavena fez notar o artigo 41 da Constituição que fala da liberdade de consciência de crença religiosa e de culto que são totalmente invioláveis. Daí Bonavena considerar que o despacho presidencial viola a constituição.

«A decisão está ferida de legitimidade e de legalidade, é inconstitucional, este comunicado está a atentar contra a liberdade religiosa dos cidadãos,» acrescentou Bonavena aconselha os fieis da IURD a intentarem uma acção contra a medida do presidente da república de encerrar todas as actividades da igreja.

«Os cidadãos da IURD e de outras confissões religiosas devem-se defender intentando acções contra este despacho presidencial que é um acto administrativo passível de recurso em tribunal,» disse

Para o cientista político há uma clara submissão da Procuradoria Geral da República ao presidente.

«A Procuradoria não pode ficar à espera que o senhor presidente da república lhe diga que então agora deve investigar, devia abrir processo imediatamente,” disse

Jà o gestor económico Faustino Mumbika pensa que a culpa do acidente do Dia do Fim é da policia nacional.

«A responsabilidade primária é da policia nacional, a falha foi completamente da policia» disse

«A policia tem a obrigação de vir a terreiro pedir desculpas e o estado responsabilizar-se pela indemnização das famílias,» acrescentou.

Em relação ao ponto do comunicado que atribui culpas a igreja sobre a proliferação de propaganda enganosa, o gestor acha que a IURD reflecte bem as práticas do mestre.

«A questão da propaganda enganosa em Angola virou moda porque o presidente da república é o promotor número 1 da propaganda enganosa, as restantes instituições vem na sequencia,» acrescentou

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