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Barack Obama 2013: Oportunidades e desafios no dia em que toma posse

  • Ana Guedes

Tomada de posse de Barack Obama (2008)

Tomada de posse de Barack Obama (2008)

O presidente Barack Obama terá oportunidades e desafios no segundo mandato : internamente para impulsionar a economia, e externamente.

A nível da política doméstica a criação de empregos e a necessidade de impulsionar a economia vão continuar a ser os principais objectivos do segundo mandato presidencial.


Todavia, não se espera que o presidente consiga muita colaboração da parte dos republicanos para atingir estes objectivos.

Um dos principais problemas é o aumento do limite da dívida nacional. Neste ponto Obama mantém-se firme, afirmando que não vai negociar com uma “arma apontada à cabeça do povo americano”.

Impulsionado pelo massacre em Dezembro de 26 crianças e professores numa escola de Connecticut, a agenda do segundo mandato de Obama inclui legislação para controlo de armas.

Mas a Associação Nacional das Armas atacou já o presidente por propor novos controlos para a compra de armas.

Obama mostra-se determinado também em conseguir um pacote para reformar as leis de imigração – objectivo que não conseguiu nos seus primeiros 4 anos. Para isso vai precisar de uma coligação no Capitólio.

“Precisamos de aproveitar o momento, e a minha expectativa é a de que vai ser apresentada uma proposta de lei, e vamos iniciar o processo no Congresso pouco depois da minha tomada de posse.”

John Kudak do Instituto Brookings acredita que Obama vai tentar obter resultados de todas as formas que possa. “Acima de tudo o presidente vai querer que seja um Democrata a sucedê-lo, e a melhor forma de ganhar a Casa Branca em 2016 é Obama ser uma fonte de inspiração de políticas, e conseguir que as coisas sejam feitas.”

No estrangeiro, no Afeganistão, Obama vai presidir à retirada das tropas americanas em 2014.

Quanto ao programa nuclear do Irão e uma potencial acção militar israelita poderão exigir decisões críticas de Obama da mesma forma como o pode o violento conflito na Síria.

Os analistas esperam que Obama seja cauteloso quanto ao uso de recursos militares americanos, confiando antes nos parceiros internacionais.

O antigo diplomata americano Karl Inderfurth do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais afirma: “Nos próximos 4 anos podem acontecer situações em que as botas americanas serão precisas no terreno algures, situações que hoje não antecipamos, mas para isso a situação em causa precisa de ser uma que tenha impacto nos interesses nacionais vitais, e (depende) de quem temos connosco.”

Os analistas dizem que as credenciais de política externa de Obama poderão ajudá-lo a gerir relações chave com os seus homólogos estrangeiros, incluindo o novo presidente da China, Xi Jinping, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
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