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Activistas das Lundas continuam presos "ilegalmente"

  • Redacção VOA

Alguns dos presos da Lunda

Alguns dos presos da Lunda

Secretário de Estado para os Direitos Humanos diz não saber a razão mas nega estar a investigar o caso

Dez activistas das Lundas continuam detidos num acto que é considerado ilegal pela Comissão do Manifesto da Lunda, a organização que luta por uma maior autonomia da região.




Alguns deles continuam presos apesar de terem já cumprido penas ao abrigo de uma lei que foi ela própria revogada pela Assembleia da República.

O presidente da comissão, José Mateu Zecamutchima, disse á Voz da América que uma promessa de ajuda a resolver o caso feita pelo Secretário de Estado Bento Bembe não foi cumprida e que diz agora que ainda está a investigar o caso.

Mas Bembe disse que não está a investigar.

Zecamutchima disse que oito pessoas estão presas na cadeia da Cacanda na lunda norte enquanto duas pessoas estão detidas em Luanda em sistema de prisão domiciliaria.

Todas elas disse, Zecamuthcima, foram condenadas ou estão detidas ao abrigo da lei de segurança do estado que a assembleia nacional anulou. Entre os que estão detidos na Lunda alguns deles já cumpriram essas penas mas continuam presos
O presidente da Comissão do Protectorado das Luanda disse que apelos de advogados aos tribunais não foram sequer respondidos.

António Bento Bembe

António Bento Bembe

Em Fevereiro de 2012 o Secretário de Estado Bento Bembe tinha-se encontrado com os presos e com representantes da organização e tinha ele próprio prometido investigar o que se passava.

Isso contudo não foi cumprido, disse Zecamuthcima que acrescentou que Bembe tinha enviado recentemente a afirmar que tinha decidido formar uma comissão para investigar o caso.

O secretário de estado disse (numa alusão ao antigo dirigente da comissão Jot Filipe Malaquito) que “o chefe” dos detidos tinha já sido solto e ser “estranho “ que os outros continuassem detidos.

Para Bento Bembe deveria ser essa personalidade quem deveria investigar o que passa .

Para o secretário de Estado o facto dos simpatizantes da Comissão continuarem detidos indica que “é um caso diferente” ou que “ as circunstâncias mudaram”.
Bento Bembe negou que estivesse a investigar o caso.

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