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Cólera alastra-se no Uíge registando-se quase 400 casos


Governador culpa sobas, UNITA acusa governo

Os casos de cólera continuam a aumentar no Uíge e o governador provincial Paulo Pombolo responsabilizou as autoridades tradicionais nas zonas periféricas da cidade de serem parcialmente responsáveis pela situação.




Pelo menos três pessoas já morreram e 389 casos de cólera foram reportados pelo hospital provincial do Uíge.

A UNITA culpa as autoridades por não terem tomado medidas de sanemanto básico e de distribuição de água potável.

O governador convocou uma reunião de emergência devido ao súbito aumento de casos de cóleras nas zonas periféricas da capital provincial.

Paulo Pombolo disse que os sobas teriam não teriam feito o seu melhor na situação do saneamento do meio ambiente, e na orientação da população no tratamento da água com cloro e lexívia, distribuído pela direcção provincial da saúde.

"Os sobas nãos estão a cumprir com a sua missão, na retransmissão das
medidas preventivas às populações que dirigem, não consegue-se compreender que, até pessoas adultas que deveriam acatar os conselhos das autoridades para cuidarem dos seus filhos, são eles mesmo que estão ir parar n centro de saúde, já infectados, por que utilizou água da cacimba,” disse o governador.

"O que estamos a constatar no terreno é a falta de colaboração das autoridades tradicionais,,” disse ainda o governador para quem “alguns sobas estão apromover contra sensibilização, proibindo a população o não uso do cloro ou com lixívia, que a direcção provincial da saúde está a distribuir orientar para o tratamento da água”.

"Alguns estão a dizer que o povo só quer comprimidos e não cloro ou
lixívia, porque a lixívia queima o estômago, o que não corresponde a
verdade porque estes produtos são usados em diversos pontos do país,” disse o governador que acrescentou que devido ao facto de não estarem a ser acatadas as medidas de precaução a cólera que “apenas estava em alguns bairros agora se estendeu em todos cantos da cidade capital".

Já o politico André Pendi, secretario provincial da UNITA, diz, que o
governo não está cumprir com a sua missão de distribuir melhor a água
potável à população e a garantia do saneamento básico da cidade.

“O governo deveria colocar à disposição dos cidadãos as condições
básicas, porque o surgimento da doença deve-se à falta de água potável
e ao lixo acumulado”.

O bairro Candombe novo e velho, Quixicongo, Mbembangango, Dunga,
Quigima, são zonas com maior relevância de casos já registados.
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