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UNITA da Huíla prepara-se para eleições autárquicas

  • Teodoro Albano

Amélia Judith, secretária provincial da UNITA na Huíla (VOA/Teodoro Albano)

Amélia Judith, secretária provincial da UNITA na Huíla (VOA/Teodoro Albano)

"O Comité Provincial (...) espera que, de agora em diante, as eleições se realizem não mais nas datas convenientes, mas naquelas constitucionalmente previstas”.

A UNITA na Huíla vai criar um grupo de trabalho com vista a realização de um estudo explorativo dos processos autárquicos.
Esta é uma das conclusões saídas da nona reunião ordinária do partido que aprovou ainda o programa de acção para 2013 e avaliou o desempenho da formação política em 2012 ano marcado pela realização de eleições gerais.
A reunião saudou o início no país da normalidade constitucional com as eleições de 31 de Agosto que elegeu pela primeira vez ao fim de 37 anos um presidente da república;
“O Comité Provincial notou que, pela primeira vez em 37 anos de independência, o país tem agora um presidente da república atípico eleito nos termos da constituição atípica em vigor no país. O Comité Provincial considera, deste modo, que o país iniciou um ciclo de normalidade constitucional esperando que, de agora em diante, as eleições se realizem não mais nas datas convenientes mas naquelas constitucionalmente previstas”, lê-se num comunicado.
O encontro "constatou com preocupação, a degradação socioeconómica das populações verificadas pela dificuldade de acesso a água e luz, fragilidade nos sistemas de saúde e educação, elevados índices de corrupção e tomada de assalto do mercado local pelos cidadãos estrangeiros particularmente chineses e vietnamitas".
A secretária provincial da UNITA, Amélia Judith, perante o que descreve como quadro sombrio, apela ao trabalho para a mudança;
“Com este quadro sombrio devemos trabalhar a partir de agora com os quadros e com todos os huilanos para preparar a vitória inequívoca do nosso partido nas próximas batalhas eleitorais e por essa via trazer para Angola a mudança que há muito se espera”, disse Judith.
A não eleição de um deputado sequer pelo círculo local apesar do aumento percentual de votos nas eleições 2012, comparativamente a 2008, é tida como o maior fracasso da UNITA no ano que se apressa a terminar, contrariamente ao MPLA que conseguiu ver eleitos os seus cinco candidatos à casa das leis.
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