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Direcção da UNITA rejeita pressões para Congresso extraordinário

  • Coque Mukuta

Isaías Samakuva, presidente da UNITA, em Luanda (foto de arquivo)

Isaías Samakuva, presidente da UNITA, em Luanda (foto de arquivo)

"Comissão Política deliberou por maioria qualificada que (...) não há necessidade de se realizar um Congresso extraordinário". Condenou, também, o desparecimento de Kamulingue e Kassule.

O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, sobreviveu a mais um desafio à sua liderança.

O porta-voz do Galo Negro, Alcides Sakala, reconheceu ter havido ao longo da II Reunião da Comissão Política do partido, pressões de militantes para a realização de um Congresso extraordinário.

Sakala disse à Voz da América que as exigências de alguns militantes se deviam a, no entender daqueles, não se ter conseguido nas eleições de 31 de Agosto resultados positivos.

“A Comissão Política achou que não é razão para se realizar o Congresso extraordinário na medida em que as questões que se o levantaram para essa iniciativa, podem e muito bem e foram, discutidas por esta mesma Comissão Política” disse.

Num comunicado no final da reunião a UNITA anuncia que "após discussão de uma proposta de convocação de um Congresso Extraordinário, a Comissão política deliberou por maioria qualificada que, mesmo perante a indefinição do calendário para as eleições autárquicas e o ciclo de fraudes, não há necessidade de se realizar um Congresso extraordinário nem de se antecipar o Congresso previsto para 2015".

Sakala disse não ter conhecimento da existência uma carta pedindo a demissão do actual presidente, Isaías Samakuva, ou a realização de congresso antes de 2015.

“O que ocorreu foi ter-se levantando esta questão durante os debates e no quadro daquilo que são os princípios da UNITA de aprofundar o diálogo a questão foi discutida com toda profundidade” frisou o porta-voz.

Questionado sobre para quando a realização do congresso ordinário Sakala disse estar o mesmo marcado estatutariamente para 2015.

No princípio do ano, o líder da UNITA derrotou uma tentativa de "renovação interna" protagonizada pelo influente militante Abel Chivukuvuku, e que levou este último a sair para fundar a CASA-CE.

O comunicado final da reunião da Comissão Política condena, ainda, o desaparecimento de dois manifestantes em Maio deste ano, dizendo "denunciar a insensibilidade do executivo de José Eduardo dos Santos, em relação ao sofrimento dos angolanos e a manifesta incapacidade para combater a corrupção e resolver os problemas essenciais, como a falta de água potável, electricidade, saúde, educação, habitação, salário condigno e respeito às convenções internacionais por si subscritas de que destacamos o direito à vida, sendo graves exemplos os desaparecimentos, até hoje, de Álves Kamulingi e Isaías Kassule".

O partido do Galo Negro denunciou, ainda, "a perseguição à que estão sujeitas as comunidades que votaram à favor da UNITA, suprimindo-as do acesso a benefícios de vária índole e ameaçando retirar os salários aos respectivos Sobas".

Alerta, também, o executivo angolano "para a necessidade urgente de garantir os direitos primários aos seus próprios cidadãos, preteridos em favor de cidadãos estrangeiros, a quem se dá a primazia no acesso aos meios de produção e a riqueza, o que constitui uma evidente ameaça à segurança nacional. Nesta conformidade a Comissão Política da UNITA exorta os angolanos a vigilância com vista a denunciar e repudiar as relações contratuais, injustas, entre o Executivo angolano e certos Governos e Empresas estrangeiras para impedir a neocolonização de Angola".

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