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Oito mil famílias no Namibe em risco grave de fome

  • Armando Chicoca

Munícipes no Virei, Namibe, aguardam a chegada das autoridades para obterem informações sobre a chegada de alimentos (VOA / A. Chicoca)

Munícipes no Virei, Namibe, aguardam a chegada das autoridades para obterem informações sobre a chegada de alimentos (VOA / A. Chicoca)

Milhares de pessoas continuam à espera que chegue a assistência alimentar prometida pelo governo mas cujo fornecimento está atrasado

Mais de oito mil famílias assoladas pela estiagem podem sucumbir se os apoios de emergência prometidos pelo governo central atrasarem.

Sol ardente, calor sufocante, animais a morrerem e a população em pânico à procura de água e de alimentos são as dificuldades porque passam os autóctones do interior da província, com realce para o município agro-pecuário da Bibala.

Apesar de vários clamores, São Pedro mantém as torneiras do céu fechadas, causando transtornos aos criadores de gado que negligenciaram transumar o seu gado para outras paragens.

O administrador do Município da Bibala, Pedro António Mussungo, visitou as zonas cinzentas e dentro das disponibilidades locais concedeu apoios possíveis em abastecimento de água e distribuição de bens. Transmitiu igualmente à população afectada, a esperança dos apoios de emergência do governo central.

O ministro da Reinserção Social João Baptista Kussumua, confirmou os apoios do governo central na ordem de 7.500 toneladas de bens diversos, direccionadas não só à população assolada pela seca no Namibe, mas também em localidades das províncias da Huila, Cunene, Bengo e Zaire, prevendo-se acudir mais de 370 mil pessoas.

A população do município da Bibala, em nome dos sofredores da fome na provincia, agradece o gesto, mas espera que os mecanismos de distribuição sejam mais céleres tendo em conta o sofrimento.

O administrador Mussungo garantiu estar já preparada a equipa de distribuição dos bens, tão logo cheguem ao município. Os sobas e as administrações comunais estão de plantão para este exercício de levar os bens à população alvo, referiu o governante local da Bibala.

Em numero ainda não contabilizado, regista-se no entanto a morte de muitas cabeças de gado, nos vários pontos da região, diariamente, no interior do Província, em consequência da seca segundo lamentações dos criadores.

Um estudo está na forja para se determinar as zonas de risco e proibir a permanência da população nestas localidades, tendo em conta o impacto da estiagem na vida das comunidades.

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