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Dirigente da UNITA chama "gatuno" a Eduardo dos Santos


Victorino Nhany, secretário-geral da UNITA, na visita ao Kuando Kubango, durante a qual chamou "gatuno" ao Presidente da República (VOA / António Capalandanda)

Victorino Nhany, secretário-geral da UNITA, na visita ao Kuando Kubango, durante a qual chamou "gatuno" ao Presidente da República (VOA / António Capalandanda)

“Primeiro, a UNITA não aceita esses resultados e, segundo, não felicita ninguém. Como é que você vai felicitar um gatuno?” - Victorino Nhany

A UNITA questiona a legitimidade do presidente José Eduardo dos Santos. O secretário-geral daquele partido, que se encontra no Kuando Kubango, acusou o presidente de ser “gatuno”.

O secretário-geral da UNITA, Victorino Nhany, disse no Menongue, que o seu partido aceitou tomar posse no parlamento para não mergulhar o país numa nova guerra civil.

O político que falava na sessão de abertura de um seminário de capacitação politica dirigido aos militantes do seu partido desta província, referiu que a sua formação politica não aceita os resultados das eleições de 31 de Agosto e não felicita o presidente Eduardo dos Santos pela sua vitória.

“Primeiro a UNITA não aceita esses resultados e segundo não felicita ninguém. Como é que você vai felicitar um gatuno?” questionou o político.

Aquele dirigente partidário deu a conhecer que a sua organização aceitou ir ao parlamento em nome da paz e reconciliação nacional em Angola.

“A contradição já não é entre o MPLA e a UNITA, isso que fique bem claro. A contradição é entre José Eduardo dos Santos e o povo angolano,” disse

Segundo Nhany, a entrada dos deputados do maior partido na oposição no parlamento angolano irá facilitar impugnação de um processo eleitoral eivado de inconstitucionalidades e ilegalidades no seio das suas próprias instituições e da comunidade internacional.

Nhany alega ainda Eduardo dos Santos realizou eleições, venceu com maioria qualificada, tendo constituído parlamento, num ambiente de corrupção eleitoral, supressão das liberdades fundamentais.

“Vamos fazer todo tipo de luta politica e diplomática para encostar José Eduardo dos Santos à parede” conclui o político.

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