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Síria vai ser tema forte da Assembleia Geral da ONU

  • Margaret Besheer

Assembleia Geral da ONU

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“Vão haver muitos discursos que mencionam a Síria, mas ninguém vai fazer quase nada de concreto. É como tempo – toda a gente fala dele mas ninguém faz nada”

A Assembleia Geral das Nações Unidas deverá ter na situação na Síria um dos principais temas em foco. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a Síria – onde uma virtual guyerra civil fez mais de 20 mil mortos e deixou milhões de pessoas dependentes de ajuda alimentar – vai suscitar muitas atenções nesta Assembleia Geral. "Vou ter reuniões bilaterais com mais de 120 líderes desta vez e a Síria está no topo da minha agenda. Acredito que está nas mentes de todos os líderes e temos que lhe dar resposta com grande urgência”, disse o secretário-geral.

Quarta-feira, Ban Ki-moon tem uma reunião de alto nível com a Liga Árabe, que pode abrir a porta a um debate sobe a Síria. A secretária de estado Hillary Clinton também preside a uma reunião sobre a crise humanitária na Síria.

Mas o analista Jeffrey Laurenti, da Century Foundation, avisa que não se deve esperar demasiado. “Vão haver muitos discursos que mencionam a Síria, mas ninguém vai fazer quase nada de concreto. É como tempo – toda a gente fala dele mas ninguém faz nada”, disse.

Laurenti crê que quando o debate na Assembleia Geral começar amanhã, terça-feira o Presidente Barack Obama vai ser um dos oradores a suscitar mais interesse.
Por causa da campanha eleitoral para as presidências americanas de 6 de Novembro o seu discurso vai ser dirigido não apenas ao mundo, mas também aos americanos.
O presidente, disse Laurenti, terá que abordar os temas a que a opinião pública dos Estados Unidos está a dar atenção, como a situação na Síria, os as constantes iniciativas iranianas para obter energia nuclear.

Mas também haverá muita atenção a alguns discursos de dirigentes do Médio Oriente, como o novo presidente do Egipto, Mohammed Morsi. Para além dos discursos, há uma história de sucesso a merecer atenção: a transformação democrática em curso na Birmânia e a presença do seu presidente, Thein Sein, na Assembleia-Geral. Mas a visita a Nova Iorque da líder da oposição, Aung San Suu Kyi, é bem capaz de ofuscar a visita do presidente.
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