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Comício de Kundi Paihama em Benguela continua a dar que falar

  • António Capalandanda

Kundi Paihama adverte adversários de José Eduardo dos Santos (VOA)

Kundi Paihama adverte adversários de José Eduardo dos Santos (VOA)

Membro do Bureau Político do MPLA assegurou que os que tentarem lutar contra o MPLA ou o seu presidente “vão ser varridos”

A União Nacional Para a Independência Total de Angola (UNITA) repudia as recentes declarações do ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, General Kundi Paihama, que na qualidade de membro do Bureau MPLA, assegurou que os que tentarem lutar contra o MPLA ou o seu presidente “vão ser varridos”.
Numa nota distribuída a imprensa, o maior partido na oposição diz que, as declarações proferidas no passado sábado, 4 de Agosto, na província de Benguela durante um comício eleitoral no Estádio Nacional de Ombaka, são indignas de um membro do Governo e completamente inaceitáveis num Estado Democrático de Direito.
Assim como é inaceitável apelidar o partido no Governo de “construtor” e a UNITA de “destruidora” como se de uma guerra se estivesse a falar- lê-se no documento a que Voz da América teve acesso.
A UNITA acusa Paihama de instigar e prometer violência durante a campanha eleitoral, alegando em plena época eleitoral em que o conflito é de ideias e o debate público aberto é o meio privilegiado e democrático para a expressão das divergências naturais sobre os projectos diferentes para o mesmo País.
Kundi Paihama fez referência, à revolução popular em curso na Síria, contra o regime de Bashar Al-Assad, e apelou aos militantes do seu partido para mobilizarem esforços na defesa do MPLA e do Presidente José Eduardo dos Santos.
Disse que, quem pegar em armas para lutar contra o MPLA e o seu Presidente será “varrido” – uma expressão que am Angola também significa eliminação física.
Para a UNITA estas declarações são indecorosas e impróprias para um ministro em funções que deve revelar respeito e sentido de Estado ainda que em campanha eleitoral, contribuem para o agravamento de tensões latentes e configuram actos de incitação à violência. Constituem também uma violação do Código de Conduta Eleitoral.
Apela o respeito e bom senso – o Código de Conduta Eleitoral é claro quando estabelece no artigo 2.º que diz que os agentes eleitorais devem observar “a abstenção da utilização de propaganda indecorosa e de linguagem ou da prática de acções que possam conduzir ou incitar os seus apoiantes ou os cidadãos em geral a cometerem actos de violência ou de intimidação”.
Exige à Comissão Nacional Eleitoral que tome as devidas medidas quanto a este episódio violador da lei eleitoral emanada da Assembleia Nacional. Igual actuação exige das entidades Judiciais Angolanas.
A UNITA questiona ainda o Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, – igualmente presidente do MPLA – se mantém a confiança política no seu ministro Kundi Paihama depois deste triste e grave episódio.
A UNITA espera que neste caso, como no desafio lançado para um debate público com o Presidente Isaías Samakuva, o silêncio não seja ensurdecedor e que José Eduardo dos Santos responda e tome medidas apropriadas a um Presidente da República.

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